PARABÉNS, VITAL BRAZIL!

Parabéns a Vital Brazil, médico, humanista, cientista, educador e Grande divulgador da Ciência! 

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Nota de Repúdio da Rede Vital para o Brasil

Nota de Repúdio da Rede Vital para o Brasil – Rede Nacional de Informação, Diálogo e Cooperação sobre Animais Peçonhentos, relativa à mudança do nome da Rodovia Vital Brazil para Rodovia Presidente Itamar Franco.

A REDE VITAL PARA O BRASIL repudia veementemente o projeto de lei 1769/2011 de autoria do deputado federal Diego Andrade (PSD-MG), que pretende renomear toda a extensão da BR 267 como Rodovia Presidente Itamar Franco, incluindo o trecho que atravessa a cidade de Campanha (MG), cidade natal do cientista Vital Brazil Mineiro da Campanha, a qual deixaria de chamar-se Rodovia Vital Brazil.

A BR-267 percorre 1.922 quilômetros, dos quais 533 estão no estado de Minas Gerais, 706 em São Paulo e 683 no Mato Grosso do Sul. Em Minas Gerais, no trecho entre Juiz de Fora e Poços de Caldas, é denominada Rodovia Vital Brazil, em homenagem ao cientista que descobriu a especificidade dos soros anti-ofídicos, doou a patente dessa descoberta para o governo brasileiro, produziu-o, e fundou duas instituições de excelência em saúde pública (Instituto Butantan-SP e Instituto Vital Brazil-RJ). Vital Brazil Mineiro da Campanha (1865-1950), considerado um Benfeitor da Humanidade, é conhecido internacionalmente pela sua descoberta, que até hoje salva milhares de vidas em todo o mundo: a especificidade dos soros antiofídicos.

Assinam:

  1. Ana Lúcia da Costa Prudente – Museu Emílio Goeldi, Belém, PA
  2. Anibal Melgarejo – Instituto Vital Brazil, Niterói, RJ
  3. Antônio Joaquim Werneck de Castro – Secretaria Municipal de Saúde de Niterói e Fundação Osvaldo Cruz, Rio de Janeiro, RJ
  4. Benedito Barraviera – Universidade Estadual Júlio de Mesquita, Botuicatu, SP
  5. Breno Hamdam – Instituto Vital Brazil, Niterói, RJ
  6. Carlos Roberto Abraão – Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios, Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, Goiânia, GO
  7. Cláudio Machado – Instituto Vital Brazil, Niterói, RJ
  8. Cláudio Maurício Vieira de Souza – Instituto Vital Brazil, Niterói, RJ
  9. Érico Vital Brazil – Casa de Vital Brazil, Campanha, MG
  10. Francisco Luís Franco – Instituto Butantan, São Paulo, SP
  11. Giuseppe Puorto – Instituto Butantan, São Paulo, SP
  12. Giselle Agostini Cotta – Fundação Ezequiel Dias, Belo Horizonte, MG
  13. João Carlos Minozzo – Centro de Pesquisa e Produção de Imunobiológicos, Piraquara, PR
  14. Júlia Prado Franceschi – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, SP
  15. Leonora Brazil Más – Instituto Vital Brazil, Niterói, RJ
  16. Luís Eduardo Ribeiro da Cunha – Instituto Vital Brazil, Niterói, RJ
  17. Rejâne Maria Lira da Silva – Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA
  18. Renato S. Bérnils – Universidade Federal do Espírito Santo, São Mateus, ES
  19. Rosany Bochner – Fundação Osvaldo Cruz, Rio de Janeiro, RJ
  20. Rui Seabra Ferreira Júnior – Universidade Estadual Júlio de Mesquita, Botucatu, SP
  21. Tania Kobler Brazil – Universidade Federal da Bahia, Salvador, BA

 

 

 

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INSTITUTO VITAL BRAZIL SOB AMEAÇA

Por: ANTONIO JOAQUIM WERNECK DE CASTRO – DIRETOR PRESIDENTE DO INSTITUTO VITAL BRAZIL

Realizado no final de 2007, um diagnóstico sobre o Instituto Vital Brazil (IVB) apontou dívidas acima de R$ 59 milhões e dependência de recursos do Tesouro Estadual da ordem de 97% de suas despesas. Seu aparato industrial estava obsoleto e os animais utilizados na produção dos soros, submetidos a condições vergonhosas de manutenção.  Nenhum estímulo a pesquisas havia. A mão de obra era em número superlativo, em todos os setores.

Outrora internacionalmente respeitado no campo da ciência, o Instituto estava reduzido à produção (caótica e minúscula) de soros hiperimunes e à gerência de farmácias superlotadas de funcionários.

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Foto divulgação

Um plano diretor foi elaborado para um período de 4 anos. Posteriormente, foi ampliado para um mais um quadriênio, até 2015. Houve programa de demissão voluntária, com critérios explicitados e amplamente divulgados. Foram desligados 92 contratados, 60 voluntariamente.

Nesses 8 anos, a função da instituição de desenvolver pesquisas foi retomada, em diferentes linhas. Parcerias produtivas e de pesquisa com universidades e outras instituições públicas e privadas foram estabelecidas e conformaram uma rede que permitiu a expansão do Instituto e de suas ações para o interior do Estado.

Um novo portfolio de produtos foi definido, adequado às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS).  Priorizou-se a modernização da linha de produção dos soros hiperimunes, carro chefe do IVB, em razão dos 120 mil acidentes/ano com animais peçonhentos no país. Essa produção é especialmente importante para no Instituto: foi a descoberta do Dr. Vital Brazil, há 115 anos, da especificidade do tratamento antiveneno – exatamente a mesma terapia que até hoje salva vidas em todo o mundo. Em adição, foram priorizadas as pesquisas de medicamentos estratégicos para o SUS, para o tratamento do Mal de Alzheimer e onc1306694ológicos. Vale o registro de que o IVB foi o primeiro a fornecer tais produtos integralmente produzidos no Brasil.

Tal plano estratégico e operacional é um marco na história recente do Instituto. As diretrizes delineadas há 8 anos se demonstraram corretas e hoje o Instituto Vital Brazil possui uma fazenda‑modelo própria (a antiga era alugada); dispõe de uma moderna central de plasma com nível de contaminação zero, um sistema de purificação de água para injetáveis e uma central de utilidades com caldeiras a gás e geradores. A modernização do parque fabril foi executada e o novo mix de produtos garante sua sustentabilidade financeira.

Com 97 anos de idade a serem completados em junho, a empresa segue oferecendo exemplos de trabalho e dedicação à ciência e à inovação, principais legados do Cientista fundador, Vital Brazil Mineiro da Campanha.

No dia 16 de março passado, em entrevista, o novo Secretário de Estado de Saúde informou o retorno da venda de fraldas pelo IVB. Atribuiu ao futuro diretor a responsabilidade por dar uma ‘solução definitiva’, tendo já autorizado compra emergencial. Informou que as fraldas serão vendidas nas unidades do RIOFARMES (são unidades que atendem aos usuários SUS dependentes de medicamentos especiais como transplantados, doentes renais, doentes oncológicos e auto-imunes, entre outras).

 Em seus primeiros passos na gestão estadual, esta já será a segunda agressão do atual Secretário à população idosa do Estado do Rio de Janeiro (e a terceira ao IVB): a primeira foi o encerramento das atividades do Centro de Estudo e Pesquisa do Envelhecimento – CEPE, inaugurado em 2013, em prédio do antigo IASERJ no bairro da Gávea. O CEPE foi desalojado e desestruturado para a instalação do gabinete do novo mandatário. Nenhum cuidado a nova equipe teve com os profissionais ali lotados. Tão somente expulsaram-nos de suas salas levando a Coordenação técnica do CEPE a pedir exoneração em protesto. Apesar da informação verbal de que serão cedidas ao Centro de Estudo algumas salas na sobreloja da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Copacabana, os funcionários não têm onde desempenhar suas funções desde meados de janeiro.

Com apenas dois anos de existência e gerido pelo Instituto Vital Brazil, os resultados do CEPE foram relevantes. O seu encerramento violento e extemporâneo rompeu laços com diversas instituições de pesquisa e de ensino e desarticulou o trabalho de 27 grupos de pesquisa financiados pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, a FAPERJ.  Seminários internacionais que passaram a ser periodicamente realizados no Estado do Rio de Janeiro, e protagonizados pelo CEPE, serão descontinuados. Laços com instituições internacionais dedicadas ao tema apresentavam forte vigor. Infelizmente, junto com o CEPE, o Centro Internacional da Longevidade (em inglês, ILC) foi desalojado. Parceiro de primeira hora, este integrante da rede internacional de centros da longevidade, instalados em 16 países, escolheu o Rio de Janeiro para sediar a iniciativa não no Brasil, mas na América Latina. A razão para esta decisão foi o fato de o Estado demonstrar desenvolver uma política amistosa em relação à sua população idosa…

A fralda geriátrica era um dos itens com preço de venda subsidiado pelo Programa ‘Farmácia Popular’ gerido pelo IVB. Implantado em 2003, o programa apresentava custos elevados e baixa resolubilidade. Dezenove unidades (18 em imóveis alugados) instaladas em 12 municípios funcionavam nos dias de úteis, de 8 às 17h, e aos sábados, de 8 às 12h. Em 2007, empregavam em torno de 500 profissionais, hiperinfladas. R$ 60 milhões/ano eram despendidos para atendimento de 7.000 cadastrados. Aproximadamente 50% desse valor eram consumidos com a manutenção da logística e da infraestrutura e apenas a outra metade era aplicada na aquisição dos insumos a serem subsidiados.

Em 2009, o total de funcionários já havia sido reduzido para 200. Até 2013 o processo de atendimento foi reformulado para garantir maior agilidade e conforto aos usuários, então já na marca de 15 mil cadastrados. Ainda assim, os gastos foram reduzidos para R$ 50 milhões/ano. Mas restava trabalho a ser feito.  A fralda custava ao Estado do Rio R$ 0,89. E era vendida, subsidiada, a R$ 0,25. O limite mensal ao indivíduo era de 96 fraldas.

Completamente modificado e integrado à política estadual de atenção ao idoso, o subsídio foi transformado, em 2014, em ‘Programa Cartão Cuidados Especiais’. O beneficiário passou a receber um cartão em que o Estado deposita, mensalmente, o valor referente a 120 fraldas, R$ 76,80/mês,  calculado com base no valor do subsídio concedido também pelo Ministério da Saúde, de R$ 0,64 a unidade.

Assim, se alterou a logística estrutural da rede de farmácias para reunir o esforço estadual ao federal. O IVB substituiu os pontos de venda exclusivos do estado pelo credenciamento da rede de farmácias do ‘Aqui tem Farmácia Popular’. Em lugar de 19 pontos, estavam disponíveis 2.200 farmácias. Dos 12 municípios onde havia farmácias, atingiu-se 92, a totalidade do Estado. O horário de atendimento também se ampliou – posto que muitas farmácias funcionam 24h/7dias, sem contar o serviço de entrega em domicílio disponível na grande maioria.

O beneficiário que antes precisava se deslocar entre municípios para adquirir as fraldas numa das 19 unidades, passou a adquiri-la no ponto mais perto de sua residência, sem dispêndio com transporte. Não somente: na nova configuração o paciente tem a possibilidade de escolha do modelo e do tamanho. Anteriormente as fraldas eram oferecidas em um único modelo e em dois tamanhos (M e G).

A montagem da logística para distribuição de quase 2 milhões de fraldas/mês era um dos principais entraves para o bom andamento do programa. O Estado não conta com tal infraestrutura que, ademais, é dispendiosa. O resultado eram as queixas sobre o abastecimento. O cidadão muitas vezes se deslocava em busca do insumo e com frequência se via frustrado. O exemplo estudado para a reformulação foi o de Itaboraí. Naquele município os beneficiários eram obrigados a se deslocar até São Gonçalo, ou Niterói (significa mais de uma condução em cada direção). Atualmente, Itaboraí dispõe de mais 20 pontos.

Reduzir o montante de recursos públicos despendidos apenas com infraestrutura e logística permitiu a ampliação desse e de outros programas sociais. No caso das fraldas, a soma dos subsídios federal e estadual favoreceu os usuários, que passaram a dispor de R$ 1,28 para adquirir uma fralda. O valor mais alto permitiu a obtenção do bem sem necessidade de complementação financeira às próprias expensas.

A modificação do programa do ponto de vista social foi radical, para melhor. Porém, um dos dois o principais ganhos foi a integração com a política do estado de atenção ao idoso, com oficinas da saúde, com as clínicas de família e a criação de condições para a melhoria da qualidade de vida.

Em final de 2015, financeiramente recuperado e estruturalmente reformado, o programa ‘Cartão Cuidados Especiais’ foi transferido para onde deve ficar: a Secretaria de Envelhecimento Saudável e Qualidade de Vida (SESQV)- após ampla análise promovida em conjunto pelas Secretarias de Estado de Saúde, Planejamento e Fazenda.

Do ponto de vista do IVB, uma instituição de Ciência, Tecnologia e Inovação, essa transferência desonerou a empresa de atribuição apartada da sua missão e permitiu a concentração dos esforços nas suas funções primordiais, justamente a inovação científica e a produção de insumos destinados ao SUS. Configurar-se-á um retrocesso social, assistencial e tecnológico e um desvirtuamento das atividades-fim do IVB.

.Além de menosprezar e reduzir um programa social da extensão desse subsídio e desarticula-lo da política de atenção ao envelhecimento saudável e ativo demonstra o Secretário total desconhecimento da logística, do volume e do necessário atendimento digno ao indivíduo que depende, em parte, dessa inclusão, oxalá temporária, de fraldas descartáveis.

Parece que o Secretário tem em seu âmago a sanha reducionista dos que pouco se aprofundam nos temas que se aventuram a conduzir. É o caso do que expressou a respeito da função do Hospital Universitário Pedro Ernesto da UERJ na rede SUS: para ele, esse hospital deveria ser a retaguarda das UPAS – para onde seriam transferidos os pacientes após os socorros de urgência. Deixo este tema para explorar em outra oportunidade, mas gostaria de lembrar que as funções e a missão de um hospital universitário não podem ser desfocadas, tal e qual o Secretário intenciona para o Instituto Vital Brazil.

Contra o IVB, a terceira ameaça do Secretário foi o anúncio de destituição de toda a Diretoria Executiva do IVB, via um telefonema viva-voz de indicados por ele, sem submeter ao Conselho de Administração, único fórum que tem esse poder legal e estatutário. Funcionários de carreira, alguns há mais de 30 anos, compromissados com a legalidade e com o bom desempenho do IVB, reagem a esta ameaça à autonomia da governança administrativa e científica de uma Instituição Científica e Tecnológica que têm planos de médio e longo prazo e que não pode estar sujeita a instabilidades políticas, a humores, a desejos ou a interesses individuais dos governantes.

No IVB, temos como referência moral uma exclamação do cientista Vital Brazil na década de 1940 ao expulsar de seu gabinete um representante de empresa multinacional que lhe apresentara proposta de incorporação do IVB: “Minha ciência não está à venda”. Tal conduta e a certeza de que a instituição a que deu o seu nome melhor estaria sob a guarda do Poder Público levou sua família, em 1957, após a sua morte, a transferir o Instituto para o Governo do Estado do Rio de Janeiro.  Estamos alertas!

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Nota de Repúdio à condução arbitrária da nova Presidência e Diretoria do Instituto Vital Brazil

 

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A maneira desrespeitosa e arbitrária com que o Secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Luiz Antônio de Souza Teixeira Júnior, resolveu destituir a Presidência e Diretoria do Instituto Vital Brazil (IVB), Niterói, RJ – sem sequer uma conversa ou consulta prévia e, sobretudo, sem aprovação do Conselho Administrativo da instituição –, causou indignação em grande parte dos colaboradores e amigos do IVB, em especial dos membros integrantes da Rede Vital para o Brasil. Em janeiro, logo após ser nomeado para Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro, Luiz Antônio já deu sinais a que veio e a quem serve: de um dia para o outro acabou com o CEPE – Centro de Estudo e Pesquisa sobre o Envelhecimento, administrado pelo IVB.

Com o argumento simplista de “cortar gastos” e com o discurso ditatorial da autoridade suprema – “a partir de amanhã vocês não trabalham mais aqui” – Luiz, literalmente, invadiu, apossou e se instalou na sede do CEPE, na Gávea, bairro disputado do Rio de Janeiro. Interrompendo assim um dos programas referenciais da SES/RJ, um dos sete únicos do mundo, o qual realizava avaliações interdisciplinares dos idosos, promovia o envelhecimento saudável em um ambiente de debates e formação voltada para a saúde do idoso com perspectiva de melhorar a qualidade de vida dessas pessoas.

De acordo com o atual presidente do IVB, o médico sanitarista Antônio Joaquim Werneck de Castro, a atitude de demissão da Diretoria sem a devida aprovação do Conselho Administrativo “fere a legalidade do estatuto que rege a instituição”. Em nota, Werneck explicou que apesar de toda a infraestrutura oferecida pela atual gestão do instituto e da criação de uma comissão de transição, os representantes da nova equipe administrativa, ainda sem mandato, demitiram toda a Diretoria do IVB, formada por funcionários efetivos da instituição, alguns com mais de 30 anos de casa. “Eu, no uso de minhas atribuições, venho declarar que sou contra essa atitude, cancelei as reuniões com a equipe de transição e informei ao Governador”, expressou Werneck.

Temerosos de perderem nos votos do atual Conselho Administrativo, o Governo do Estado do Rio de Janeiro resolveu realizar, no próximo dia 14 de março, uma AGE – Assembleia Geral Extraordinária no IVB, a fim de oficializar o desmantelamento institucional.

Para aqueles que conhecem minimamente a história do IVB e acompanham os últimos 8 anos de avanços desta instituição científica centenária, não há dúvidas quanto aos interesses sombrios de Luizinho, apelido do atual secretário de saúde do Estado do Rio de Janeiro, cujo argumentos infundados não levam em conta os mais de 80% de autossuficiência alcançados neste período pelo IVB.

O que é mais importante? O que é prioritário? Pergunta o novo gestor…

Que se manifestem as famílias de cada cidadão fluminense salvo pelo conhecimento gerado, treinamento dado e ampola de soro antiveneno produzida pelo Instituto Vital Brazil nos últimos 96 anos!

Nós, da Rede Vital para o Brasil, repudiamos toda e qualquer arbitrariedade imposta na condução da nova Presidência e Diretoria do Instituto Vital Brazil e nos solidarizamos com os colegas que foram demitidos injustamente: – Contem com o nosso apoio!

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Boletim do Ram traz a avaliação do impacto do teiú em Fernando de Noronha

 

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5ª Edição do Boletim Informativo do Ram

Vejam a nova edição do Boletim Informativo do Ram (Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios), que contou com a colaboração do médico veterinário Carlos Abrahão, que também faz parte do grupo de pesquisadores que compõem a Rede Vital para o Brasil.

Nesta 5ª edição, o informativo traz uma avaliação do impacto do teiú (Salvator merianae) na saúde ambiental e conservação da biodiversidade no arquipélago de Fernando de Noronha.

A espécie foi introduzia ao arquipélago propositalmente na década de 1950 para controlar a propagação dos roedores trazidos pelos europeus no período de colonização. O fato é que este grande lagarto onívoro pode ser considerado uma grande ameaça para as espécies endêmicas do local, pois já existem muitos relatos da ocorrência de predação de ovos e filhotes de aves nativas ou migratórias, além da recente observação de ataques a ninhos de tartaruga, o que caracteriza uma possível mudança no seu comportamento predador.

De acordo com o artigo publicado no informativo, o aumento populacional desta espécie invasora, que chega a cerca de 8000 indivíduos só na ilha principal, traz um risco em potencial para a saúde humana, por serem transmissores de alguns patógenos zoonógicos, além de poderem transmitir doenças para outros répteis endêmicos da ilha, como a mabuia-de-noronha (Trachylepis atlantica) e da amphisbaena-de-noronha (Amphisbaena ridleyi).

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Após sobreviver a 6 picadas de cobra, cientista promete fórmula para antídoto ‘popular’

 

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David Willians segura a Taipan da Papua Nova Guiné, terceira cobra mais venenosa do mundo. (Foto: arquivo pessoal de David Willians)

Todos os anos, cerca de 4 mil pessoas são picadas por cobras na Papua Nova Guiné, mas o governo do país nunca conseguiu comprar antídotos em quantidade suficiente para atender todas as vítimas, porque estes são caros e fabricados no exterior.

Mas, o pesquisador australiano, David Willians, afirmou ter encontrado uma fórmula mais barata e acessível contra a picada da Taipan da Papua Nova Guiné, terceira cobra mais venenosa do mundo.

Confira a matéria completa aqui.

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Seminário sobre animais peçonhentos é marcado com inauguração de placa em homenagem à Vital Brazil

Muitos estudantes e pesquisadores acompanharam  Seminário “Animais Peçonhentos em Minas Gerais”, que aconteceu nos dias 10 e 11 de dezembro, na Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte (MG).

O Evento foi mais uma das comemorações aos 120 anos da soroterapia antiofídica e aos 150 anos do cientista mineiro Vital Brazil, descobridor da especificidade dos soros antipeçonentos, considerado um dos grandes avanços na história da medicina e das ciências. Na ocasião, uma placa, celebrando os dois acontecimentos, foi instalada e inaugurada na sede da Funed. Foi um momento de muita emoção para todos os presentes, que até hoje são inspirados pelo legado deixado por Vital Brazil acerca da soroterapia e de animais peçonhentos.

De acordo com Érico Brazil, presidente da Casa de Vital Brazil e membro da Rede Vital para o Brazil, esta homenagem faz de uma mobilização que inclui de diversas instituições que tem o compromisso com a soroterapia. A primeira placa foi inaugurada na França, no Museu de História natural de Paris. A Funed foi a primeira instituição brasileira a receber a placa – esta confeccionada pelo artista plástico Afonso Rocha – que é um o marco representativo em reconhecimento do trabalho dos cientistas considerados pioneiros nas pesquisas relacionadas à soroterapia antiofídica no Brasil e no mundo.

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“Realizar este evento e homenagear Vital Brazil é uma honra e uma maneira de promover a união entre os pesquisadores de Minas Gerais e de todo o país”, disse Renato Fraga, presidente da Funed, durante a abertura do evento, que também contou com a presença do chefe da Divisão de Pesquisa do Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI), João Carlos Minozzo; do diretor industrial da Funed Luiz Antônio Marinho; do diretor do Museu Biológico do Instituto Butantan, Giuseppe Puorto; do diretor científico do Instituto Vital Brazil, Cláudio Maurício de Souza; da representante Secretaria de Saúde de Minas Gerais, Adelaide Sales Bessa; e do representante do Ministério da Saúde, Ricardo Gadelha.

O evento também foi palco para o lançamento do Guia de Bolso “Animais Peçonhentos”, produzido pela Fundação Ezequiel Dias (Funed), em conjunto com diversos pesquisadores de Minas Gerais e o Conslho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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O guia ilustrado traz informações que visam facilitar o reconhecimento das espécies mais frequentemente encontradas em residências, sítios e fazendas, especialmente do estado de Minas Gerais, além de conter informações sobre história natural das espécies e medidas de primeiros socorros em caso de acidentes.

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